Ano de eleição para governador. Era de se imaginar que o Rio Grande do Norte chegasse a 2026 com espaço para investir. Para acelerar obras. Para transformar ações de governo em discurso de campanha.
Mas o cenário é outro em terras potiguares.

As contas públicas estão pressionadas. E a perspectiva de um déficit bilionário coloca um freio na capacidade do Governo do Estado de transformar gastos em capital eleitoral.
Uma reportagem de O Globo trouxe hoje um estudo da XP Investimentos mostrando que o estado comandado por Fátima Bezerra (PT) tem um rombo de R$ 3 bilhões entre o caixa disponível e as obrigações futuras.
Mas não estamos sozinhos.
A projeção é que os estados brasileiros fechem 2026 com um déficit somado de aproximadamente R$ 6 bilhões. Mas o Rio Grande do Norte aparece entre os casos que mais preocupam os especialistas.
O motivo é simples. As despesas cresceram 17.7% e a arrecadação avançou apenas 5.3%. Fica fácil até pra esse jornalista ruim de matemática perceber que a conta não fecha.
E o tema ganha ainda mais relevância porque acontece justamente no momento em que Fátima tenta eleger Cadu (antes Xavier e agora de Lula) para sucessão dela.
Não importa se ele ou outro vença a disputa. O eleito vai receber um estado com restrições fiscais que reduzem a margem de manobra para os próximos anos.
Os gastos com servidores continuam entre os principais desafios. O Rio Grande do Norte já aparece entre os estados com maior comprometimento da receita com despesas de pessoal.
A disputa eleitoral de 2026 inevitavelmente passará por esse debate. Quem terá condições de enfrentar um quadro fiscal delicado sem abrir mão dos investimentos em áreas essenciais?
E outra: como fazer mais com um orçamento cada vez mais apertado?
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