
Carlos Eduardo é um nome bem conhecido da política do Rio Grande do Norte. O Carlos Eduardo Alves. Não o Carlos Eduardo Xavier. Esse ainda trabalha para isso. Mas não com o nome. O apelido Cadu sempre foi mais lembrado.
E Cadu sempre foi apontado como um bom nome técnico do governo de Fátima Bezerra. Foi um dos principais integrantes da gestão. A trajetória recente dele está diretamente ligada à administração estadual. Foi secretário de Fazenda. Participou de decisões importantes.
Cadu é grato pela confiança da governadora. Defende o legado dela. Mas quando sentiu a necessidade de se atrelar a um nome forte não se ligou ao de Fátima. A gestão dela enfrenta críticas e desgaste. Pesquisas recentes indicam que a desaprovação ao governo gira em torno de 60% a 65%.
Mas Cadu precisava de uma identidade eleitoral. A política funciona também por símbolos. Nomes fortes atraem atenção. Produzem identificação. Criam expectativas. Eis então Cadu de Lula.
Não implico com o nome. Cada um usa o que quer. A questão é tentar analisar por que a comunicação política destaca mais um vínculo do que o outro. O porquê de Cadu ser de Lula e não de Fátima.
Essa escolha revela prioridades estratégicas. E toda estratégia eleitoral merece ser analisada de forma crítica e cuidadosa. O que me interessa analisar é a hierarquia dessa narrativa. É que até pra governador a imagem nacional tem protagonismo. Me preocupa a possibilidade do debate sobre os resultados da gestão estadual acabar ficando em segundo plano.
A discussão sobre um projeto de governo não deveria depender da força de uma liderança nacional. Ela precisa incluir avaliações sobre a administração que o candidato ajudou a construir. E Cadu de Lula sempre esteve com Fátima.
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