O melhor comentário do jogo. E olhe que nem vi

Reprodução/Morocco Football

Ouvi no rádio ao sair de um bloco junino nas Rocas que Paquetá seria titular. Não gostei. Não acho que esteja jogando para merecer isso hoje.

Vi o começo da partida de dentro do carro. Um telão havia sido montado no Parque das Fontes em São Gonçalo do Amarante. Enquanto olhava para a tela eu digitava um texto de trabalho.

Desci para assistir alguns minutos. Não deu. O trabalho chamou.

Era hora de cobrir o Festival de Quadrilhas de São Gonçalo. Por lá encontrei até Cleber Dantas. Um dos melhores repórteres cinematográficos do Nordeste. Também estava em serviço.

Uma amiga me avisou que o Marrocos vencia por um a zero.

Quando fui conferir em um portal já estava tudo igual. Li que Vini Júnior havia marcado um golaço.

Olhei novamente. Era intervalo.

Trabalho concluído.

Hora de voltar para casa.

Entrei no carro e pensei em assistir ao restante pelo celular. Desisti. Havia outro texto para adiantar.

Fiquei com o rádio. Eu gosto de rádio. 

Faltavam pouco mais de dez minutos para o fim da partida. O árbitro resolveu dar dez minutos de acréscimo.

O jogo acabou.

Escrevo este texto sem ter visto praticamente nada da partida.

Talvez tenha sido melhor assim.

Não vi o jogo.

Não falei besteira sobre o jogo.

Não critiquei escalação. (Só a do Paquetá).

Não pedi a saída de ninguém.

Não dei aula para Carlo Ancelotti.

Em dia de Seleção isso já é uma grande vitória.

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