
A promessa é sempre parecida.
Dinheiro fácil. Pix na hora. Uma marca conhecida no anúncio.
E muita gente cai.
Um estudo da Agência Lupa mostra que essa é hoje a fórmula mais usada pelos golpistas na internet brasileira. A maioria das fraudes promete alguma vantagem financeira. Quase três em cada quatro usam nomes de empresas ou personalidades conhecidas para passar credibilidade.
Os golpes mudam de roupa. Mas seguem o mesmo roteiro.
Aparecem falsas promoções. Indenizações que não existem. Vagas de emprego inventadas. Benefícios sociais fantasmas. Brindes gratuitos que nunca chegam.
Tudo adaptado ao assunto do momento.
O detalhe mais preocupante é outro. Em muitos casos os criminosos não inventam uma mentira do zero. Eles pegam uma informação verdadeira e distorcem o conteúdo. Alteram notícias. Copiam campanhas legítimas. Imitam páginas oficiais.
O resultado é uma fraude com aparência de verdade.
Entre as marcas mais usadas pelos golpistas estão Mercado Livre. Nubank. Shopee. Serasa. E Globo.
As redes sociais continuam sendo a principal porta de entrada. Depois a conversa migra para formulários e aplicativos de mensagem. O WhatsApp aparece como o principal canal de circulação desses golpes.
Quase sempre existe uma cobrança. Uma pequena taxa. Um pagamento por Pix. Um valor supostamente necessário para liberar um benefício.
No fim o único dinheiro que muda de mãos é o da vítima.
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