A água da transposição pregou a mesma peça em Bolsonaro e Lula. Chegou quando quis.

Ricardo Stuckert/PR

A água da transposição parece gostar de desafiar presidentes.

Em 2022 Jair Bolsonaro veio ao Rio Grande do Norte para marcar a chegada das águas do São Francisco. Elas… não chegaram.

Um erro de cálculo fez a cerimônia acontecer antes de a água cruzar a divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte. O evento aconteceu. A água demorou mais alguns dias.

Três anos depois foi a vez de Lula.

O presidente inaugurou nesta quinta-feira o Túnel Major Sales em Luís Gomes. Uma das principais estruturas do Ramal do Apodi.

Só que a água também não chegou a tempo da solenidade.

O próprio Lula contou que um erro de cálculo da empresa responsável impediu que ela alcançasse o túnel antes da inauguração. A previsão era de que isso acontecesse apenas durante a noite.

As comparações entre os dois episódios são inevitáveis.

A diferença é que agora ninguém esperava inaugurar a chegada da água ao Rio Grande do Norte. Ela já havia entrado no estado em fevereiro de 2022 pelo município de Jardim de Piranhas durante o governo Bolsonaro.

A solenidade desta quinta marcou mais uma etapa da transposição. Uma etapa importante. Que amplia o caminho das águas pelo Oeste potiguar.

Pelo visto existe uma única autoridade que não liga para agendas presidenciais.

A água.

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