No gigante vazio das Rocas uma lan house ainda respira.

O vazio Mercado das Rocas (Ayrton Freire)

Um dia desses escrevendo citei as lan houses como “finadas”. 

Acho que exagerei.

Encontrei uma hoje funcionando em plena capital. 

Box 111. O ponto da resistente lan house
(Ayrton Freire)

E eu poderia falar sobre o estabelecimento que cobra um e cinquenta por dez minutos de acesso.

Mas não vou. 

Vou tratar do espaço onde a tal lan house funciona. O Mercado Público das Rocas. 

Um gigante abandonado. 

Eu sendo o ex-prefeito Álvaro Dias que hoje é pré-candidato a governador daria um jeito de tirar a placa com o nome dele do centro comercial. 

A placa datada de junho de 2020 já era a da reforma do mercado inaugurado com mais de 80 boxes em 2016.

A placa com o nome de Álvaro Dias
(Ayrton Freire)

A imensa maioria das lojas está fechada. Tem cinco funcionando no primeiro andar e não mais de 10 no térreo. 

Há sujeira. Entulho. Lixo. 

Entulhos nos pontos fechados (Ayrton Freire)

Um simples cafezinho preto só encontrei  no Boxe 211. Fagner de Oliveira trabalha lá com a mãe que me reconheceu dos tempos de TV. 

Ele me disse que já foi cobrar à prefeitura ações que movimentem o mercado. Botar uma música ao vivo. E coisa assim. 

Mas escuta que os permissionários que deveriam organizar isso.

E por que não organizam?

-Pra fazer tem que chamar a guarda. Tem que ver bombeiros. É tanta burocracia sem ter quem ajude. Disse o comerciante.

Fagner no Box 211 (Ayrton Freire)

E assim o mercado vai arquejando. Com um açougue. Umas duas peixarias. Uma meia dúzia de lojas de artesanato. E a tal lan house.

Não faltam lojas fechadas (Ayrton Freire)

Parece que reformar um mercado é fácil.

Difícil é fazer as pessoas voltarem para ele.

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