
Eu certamente ganharia bem mais cliques se postasse o vídeo da confusão entre jogadores da base do América e do ainda desconhecido QFC.
Mas não vou.
Que fique claro para quem ainda não percebeu.
Este blog não faz tudo por audiência.
Nosso objetivo é provocar reflexão.
Só fui assistir ao vídeo quase três horas depois de ouvir a história no rádio.
E apenas porque precisava ver aquilo sobre o que decidi escrever.
Vou começar pelo que quase ninguém comentou.
O golaço de Márcio na vitória magra do América pelo Estadual Sub-20.
Ele colocou a bola no ângulo.
Já nos acréscimos.
Quando o zero a zero parecia o resultado mais provável.
Depois do gol Márcio arrancou a bandeira de escanteio do estádio do QFC para comemorar.
Foi o ideal?
Não.
Mas era um jogador extravasando depois de marcar um golaço no último lance da partida.
Os jogadores do América se abraçavam.
Os do QFC cercavam os adversários.
Queriam briga.
Só faltava o outro lado também querer.
Porque briga só acontece quando os dois lados querem.
E os americanos não resistiram.
A confusão tomou conta do gramado.
Até que um jogador do América resolveu correr.
Caiu.
Foi cercado.
E espancado por atletas do QFC.
Enquanto parte da torcida gritava:
Pega.
Não foi a primeira vez.
Há quatro meses o QFC também se envolveu em uma briga no próprio estádio.
Na ocasião pela categoria principal.
Contra o Santa Cruz de Natal.
O profissional e a base parecem ter uma característica em comum.
A violência.
O que mais me impressiona nem é a pancadaria.
É o silêncio.
Nem a Federação Norte-rio-grandense de Futebol.
Nem os clubes.
O América comemorou a vitória.
O QFC publicou o resultado da partida.
Torcedores preferiram discutir a arbitragem.
Tudo bem.
Mas quem vai discutir a violência?
Finalizo por aqui falando de um assunto que talvez não dê em nada.
Ou será que ainda vão me surpreender com punições aos clubes.
Ou pelo menos aos briguentos?
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