Eu gosto da redundância de quando uma notícia consegue ser maior do que a própria notícia.
E acho que é o caso do que acontece hoje com a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte. Cinthia Alireti entra para a história da OSRN nesta quarta-feira como a primeira mulher a reger um concerto da orquestra em 50 anos de existência.
Cinthia assume a regência de “Ecos Românticos” às 19h30 no Teatro Riachuelo em uma apresentação que integra a programação comemorativa do cinquentenário da orquestra.
Eu confesso que gosto dessas quebras de tradição. Principalmente quando elas acontecem sem precisar destruir tradição nenhuma. A música continua. A orquestra continua. O repertório continua. Mas uma mulher ocupa pela primeira vez um lugar que durante cinco décadas não havia sido ocupado por uma.
E isso também é história.
A apresentação tem entrada gratuita e faz parte do Projeto Movimento Sinfônico da MAPA Realizações Culturais. Os ingressos foram disponibilizados em dois lotes. O primeiro pelo Sympla com voucher para troca das 18h às 19h desta quarta-feira. O segundo presencialmente uma hora antes do concerto na bilheteria do Teatro Riachuelo.
Cinthia chega a esse momento histórico convidada pelo maestro titular da OSRN Linus Lerner. Ela própria definiu a oportunidade como um presente para o Brasil e sobretudo para o Nordeste. E é mesmo.
Porque uma orquestra que chega aos 50 anos já carrega uma história enorme. Mas história também se faz quando alguém ocupa pela primeira vez um espaço que durante décadas parecia reservado a outros.
Hoje a OSRN não apenas celebra os 50 anos. Ela acrescenta um novo nome à história. E esse nome é Cinthia Alireti.

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