Foi horrível o que aconteceu na UFRN. Chega a ser triste. E deixo claro que não importa quem tenha começado. Briga só acontece quando os dois lados querem.
Mas de algumas pessoas esperamos um comportamento ainda mais avesso a qualquer tipo de violência. Chega a ser constrangedor quando vemos indivíduos que deveriam ser exemplares atiçarem ainda mais o espírito agressor.
Um deputado federal não poderia ordenar que militantes avançassem na direção de opositores. Mesmo que o lado dele estivesse correto. Um general do Exército não poderia admitir a possibilidade de cidadãos brasileiros se machucarem brigando entre si. Ainda mais quando ele próprio aparece abraçado e protegido por seguranças.
Não. O deputado federal General Girão não deveria abrir a boca para proferir um “avança” quando essa palavra pode dar margem a que seus apoiadores entendam que podem ir para cima de quem pensa diferente.
Não é para isso que nós como povo o elegemos deputado. Ele deveria ter segurado a turma. Repreendido qualquer incitação à violência e mostrado o erro dos militantes do outro lado. Não teria perdido a razão. Sairia grande.
Até porque quero deixar claro que não acho errado o protesto bolsonarista na UFRN. Claro que deveria ocorrer sem som alto e sem barulho de fogos de artifício. Mas é legítimo tentar buscar votos lá também. E ninguém venha me dizer que a esquerda não faz isso. Faz. Eu sei que faz.
E não tiro as razões de fazer. É aquela história de absorver melhor a ideia de quem sempre esteve mais próximo.
E por falar em proximidade…
É como se a direita tivesse enfim tentado se aproximar da UFRN e conseguido ficar ainda mais distante.

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