Lula e Flávio Bolsonaro assinaram nesta quinta um acordo para divulgar os dados dos sigilos. Bancário. Fiscal. E telefônico.
A história começou no debate da Band no domingo. Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos deles e os de familiares. A discussão avançou durante a semana até que as duas campanhas chegaram a um entendimento.
O ministro André Mendonça do TSE decidiu que não cabe à Justiça Eleitoral interferir no acordo. Os próprios titulares podem autorizar a divulgação dos dados.
“Os candidatos e pessoas físicas e jurídicas a que se referiram estão autorizados a divulgar por ato próprio como e quando entenderem pertinentes os dados de que são titulares”. Afirmou o ministro.
Mendonça fez uma ressalva. A divulgação dos dados não substitui as investigações formais.
O ministro lembrou que recursos de origem ilícita podem passar por intermediários antes de chegar aos beneficiários. Por isso a publicação voluntária de extratos e declarações pessoais não dispensa o trabalho dos órgãos competentes sob controle judicial.

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